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CNJ premia iniciativas do Judiciário que promovem responsabilidade social e dignidade

Oito projetos foram reconhecidos, nesta terça-feira (28/4), com o Prêmio de Responsabilidade Social do Poder Judiciário e Promoção da Dignidade, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em sua terceira edição, o prêmio seleciona e dissemina ações, projetos ou programas inovadores e eficazes voltados à promoção, defesa e garantia dos valores sociais. Durante a solenidade, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou que o prêmio representa mais que um conhecimento formal. “É a afirmação de que o Poder Judiciário tem responsabilidades que transbordam os autos. Ou seja, os autos dos processos têm vida. Neles, pessoas de carne e osso reclamam os seus justos direitos”, afirmou. O presidente do CNJ também ressaltou que a dignidade da pessoa humana deve orientar permanentemente a atuação do Sistema de Justiça. “A responsabilidade social não pode ser um evento isolado, mas deve ser uma cultura permanente espraiada por todo o sistema de justiça”, declarou Fachin. O conselheiro Guilherme Feliciano, presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social do CNJ e coordenador da premiação, ressaltou o papel transformador das iniciativas reconhecidas. “O prêmio não pretende apenas conceder honrarias formais, mas sim reconhecer institucionalmente que o Sistema de Justiça brasileiro possui um papel ativo na guarda e na promoção dos direitos humanos”. Feliciano também destacou que a premiação busca inspirar práticas comprometidas com inclusão social e proteção de grupos vulneráveis. “Que este evento seja mais do que um ato de premiação. Que seja um fórum de inspiração para que o Sistema de Justiça brasileiro continue a ser um farol de proteção aos vulneráveis e um motor de inclusão social”, ressaltou. Iniciativas reconhecidas Nesta edição, foram contempladas três categorias. O 1º lugar na categoria Responsabilidade Social e Poder Judiciário foi concedido ao Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), com o projeto “Fortalecer para proteger”. O 2º lugar ficou com o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), com “Caminho do Acordo”, e o 3º lugar novamente com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), com o trabalho “Teia Judiciária”. Já na categoria Promoção da Inclusão Social e Combate à Discriminação, o 1º lugar foi para o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT13), com o projeto “Arte, educação e informação como estratégias de enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo”. O 2º lugar ficou com o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), com “Feira das Famílias Atípicas”; e o 3º lugar com o trabalho “Memórias, Vivências e Experiências de Pessoas com Deficiência no âmbito da Justiça do Trabalho”, desenvolvido pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat). Por fim, no grupo Promoção do Trabalho Decente, o 1º lugar foi concedido ao “Programa Replantando Vida”, da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). Já o 2º lugar foi dado ao trabalho “Protocolos para Atuação e Julgamento na Justiça do Trabalho com Perspectiva Antidiscriminatória, Interseccional e Inclusiva; da Infância e Adolescência; e de Enfrentamento do Trabalho Escravo Contemporâneo”, desenvolvido pelo TST, CSJT e Enamat. Texto: Kellen Rechetelo e Jéssica Vasconcelos Edição: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 4
28/04/2026 (00:00)
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